A doença de Peyronie é uma condição urológica caracterizada pelo desenvolvimento de tecido cicatricial fibroso — chamado de placa — dentro do pênis. Essa placa impede que a túnica albugínea, camada que envolve os corpos cavernosos, se expanda de forma uniforme durante a ereção, provocando curvatura peniana, dor e, em muitos casos, disfunção erétil.
A doença de Peyronie afeta entre 3% e 9% dos homens adultos, sendo mais comum entre os 40 e 70 anos. Apesar disso, muitos pacientes ainda demoram para buscar ajuda por vergonha ou por desconhecer que se trata de uma condição médica tratável. É importante saber que a doença de Peyronie não resulta de comportamento sexual inadequado, não é sexualmente transmissível e tem causas fisiopatológicas bem estabelecidas.
Na UROCAMP, o Dr. Paulo Meneghin e o Dr. Marcos de Almeida Jr. são urologistas especialistas em andrologia com ampla experiência no diagnóstico e tratamento da doença de Peyronie em Campinas e região.
A causa exata da doença de Peyronie ainda é estudada, mas acredita-se que microtraumas repetidos no pênis — muitas vezes imperceptíveis durante a atividade sexual — desencadeiam um processo inflamatório anormal na túnica albugínea. Em vez de cicatrizar normalmente, o tecido forma uma placa fibrosa rígida, que caracteriza a doença de Peyronie.
Fatores de risco associados incluem:
• Predisposição genética (história familiar de doença de Peyronie ou outras fibromatoses, como contratura de Dupuytren)
• Diabetes mellitus
• Hipertensão arterial
• Tabagismo
• Cirurgias ou procedimentos prévios na região pélvica
• Uso de certos medicamentos
Os sintomas da doença de Peyronie variam conforme a fase da doença e a extensão da placa formada. Os principais sinais são:
• Curvatura peniana: O sintoma mais característico da doença de Peyronie é o desvio do pênis durante a ereção — para cima, para baixo ou para os lados. A curvatura pode ser leve ou acentuada a ponto de impossibilitar a penetração.
• Dor: Especialmente presente na fase aguda da doença de Peyronie, a dor ocorre durante a ereção ou a relação sexual. Tende a diminuir conforme a doença estabiliza.
• Nódulo palpável: A placa fibrosa pode ser sentida como um endurecimento ou nódulo ao longo do pênis — hallmark clínico da doença de Peyronie.
• Encurtamento peniano: A retração causada pela placa pode reduzir o comprimento ou a circunferência do pênis em ereção.
• Disfunção erétil: Dificuldade em obter ou manter ereção firme, frequentemente associada à doença de Peyronie por comprometimento vascular e psicológico.
• Impacto emocional: Ansiedade, baixa autoestima e dificuldades no relacionamento são consequências comuns que também precisam ser endereçadas no tratamento da doença de Peyronie.
A doença de Peyronie evolui em duas fases distintas, e a abordagem terapêutica varia de acordo com o momento em que o paciente se encontra.
Dura em geral de 6 a 18 meses após o início dos sintomas. Nessa fase, a placa da doença de Peyronie ainda está em formação, podendo haver dor, aumento progressivo da curvatura e alterações na forma do pênis. É o período em que os tratamentos clínicos têm maior potencial de resposta.
Quando a placa se estabiliza, a dor geralmente desaparece, mas a curvatura permanece. Nessa fase da doença de Peyronie, quando a deformidade é significativa e compromete a função sexual, o tratamento cirúrgico passa a ser a abordagem mais indicada.
O diagnóstico da doença de Peyronie é fundamentalmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. Em alguns casos, exames complementares são solicitados:
Ultrassonografia peniana com Doppler: avalia a extensão e localização da placa fibrosa, além da função vascular do pênis.
Fotografia padronizada: documentação da curvatura para acompanhamento evolutivo.
Ressonância magnética: reservada a casos atípicos.
O tratamento da doença de Peyronie é individualizado e depende da fase da doença, do grau de curvatura e das preferências do paciente. Na UROCAMP, oferecemos um leque completo de abordagens.
Na fase ativa da doença de Peyronie, o objetivo é desacelerar a progressão da placa e reduzir a inflamação. As opções incluem medicamentos orais, injeções intralesionais (colagenase, verapamil) e terapia por ondas de choque extracorpórea (ESWT).
Quando a doença de Peyronie está estabilizada há pelo menos 6 meses e a curvatura é significativa (geralmente acima de 30°), a cirurgia é a abordagem mais eficaz. As principais técnicas são: plicatura da túnica albugínea, incisão ou excisão da placa com enxerto, e implante de prótese peniana quando há disfunção erétil grave associada.
Na UROCAMP, o tratamento da doença de Peyronie é realizado por urologistas especializados em andrologia, com treinamento certificado nas técnicas mais modernas disponíveis. Oferecemos avaliação clínica completa, protocolos atualizados, abordagem humanizada e sigilosa, e acompanhamento pós-tratamento estruturado.
Não deixe a doença de Peyronie comprometer sua qualidade de vida. Agende uma consulta com o Dr. Paulo Meneghin ou o Dr. Marcos de Almeida Jr. em Campinas.
Sim. A doença de Peyronie tem tratamento eficaz. Em casos leves detectados na fase aguda, o tratamento clínico pode estabilizar a placa e reduzir a curvatura. Nos casos crônicos com curvatura significativa, a cirurgia apresenta excelentes resultados e permite retorno à atividade sexual normal.
Sim, especialmente na fase aguda. Sem intervenção, a placa pode crescer, a curvatura pode aumentar e a disfunção erétil pode se instalar. Buscar avaliação especializada o quanto antes é fundamental quando se identificam sintomas da doença de Peyronie.
As técnicas cirúrgicas modernas para doença de Peyronie são seguras e bem toleradas. O principal efeito esperado das técnicas de plicatura é um leve encurtamento peniano (1 a 2 cm), geralmente bem aceito pelos pacientes. Complicações graves são raras quando o procedimento é realizado por urologista experiente.
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